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Era março de 1960.
Encravado bem no litoral da enseada Baptista das Neves e tendo a pujança e o verde da Serra do Mar ao fundo, saudava-nos o Colégio Naval.
Colégio Naval  
 
O grupo de meninos vindos de vários Estados começava os preparativos para a faina de desatracação, tendo como derrota a carreira naval e destino algum ponto do mar.
   
Mais que uma simples opção de vida, a invulgar a curiosidade, o espíritio aventureiro e o desafio do desconhecido estavam presentes ali.
A vibração pela Marinha acelerava os corações e aumentava a expectativa do porvir Lembrarmos agora já nos dá saudade.
Ponte do Colégio  
 

É isso. Velhos barcos trazem recordações, como as idas à Angra, o Teófilo, o Jacques, a rua do Comércio, os doces da Alemã, as gentís peúgas e sua amigas, o caminho aéreo, as batidas de ovo e caipirinha tomadas de canudinho, as paqueras de canadense, a praia do Bomfim, as patescarias na Gipoia, São João, Cataguases etc. Ainda, não podemos esquecer o terrível “cheviot” de gola fechada, o primeiro jaquetão (vibração!vibração!), a engraçada matutina, os acelerados, o caxangá rodando no indicador(que safismo!)
os golpes, a revista médica, o estudo obrigatório, as viradas pela noite a dentro, “atrasados a ordem”, as aulas do Mestre, a festa caipira e suas consequências decorrentes das fainas na garagem de barcos, as instruções do Jordão do tipo “vá ao dicionário”, as alternativas de uso de mescla engomado ou do mescla desbotado, a azáfama (puxa! que palavra babaca!) para a partida do Aviso, o trem para Barca Mansa, o queijo de Lídice, a praia do Anil e a casa das moças e, finalmente, por que não fecharmos esta lista com a recordação da “Geral de Bailéu”?
 

Pois é. São recordações que nos trazem de volta velhos amigos.

Um dia, tempo passado, aconteceu a ida para a Escola Naval.

Novos companheiros, vindos do Colégio Militar e da vida civil, vieram a nós se juntar.

Outros movidos pelo inexplicável do Destino, se foram em busca de diferentes caminhos. Não importa, por que os laços ficaram e, hoje, constatamos sua importância confirmada pela alegria que sentimos ao nos encontrarmos, seja num breve tropeção na rua, seja num alô ao telefone ou na reunião da turma.

 
Lembranças e recordações que nos levam à reflexão. Essa tem sido nossa vida, na qual envolvemos nossas mulheres, filhos e filhas.
 
                  Campo de futebol, garagem de barcos
Pista de atletismo                                   
 
 

Alguns de nós já partiram para a outra vida. Sabemos dessas coisas de repente, num espanto. Naturalmente, lembramos de momentos quando estivemos juntos. Este é o outro lado da vida, onde as incertezas do futuro trazem sempre um porém, um mas, um todavia.

O impulso leva-nos a perguntar pelos outros antes que o tempo se acabe, a procurar manter contacto a ansiar pelos encontros, convívios e reuniões. Não só para reviver o passado mas também para atualizarmos nossos presentes, mantermos os laços e a união, cultivarmos o espírito de fraternidade que marca todos nós que convivemos e desfrutamos dias de luta, de alegrias, de tanta coisa…

É aí que ressurge a vida, a herança natural para os filhos e filhas e netos (alguém já é avô?). A vontade de manter firmes esses laços, que há tanto tempo nos une e envolve, é a força viva capaz de cultivar e fazer crescer o sentimento de união e unidade da nossa Turma.

A Turma

 
 
 
 
Revista Fragata de 1961. Gilberto Carneiro foi o vencedor do concurso que escolheu a capa.
   
 
Vista geral do Colégio Naval
 
Ponte de atrração
com o aviso
“Rio das Contas”
 
Pista de Atletismo e
prédio dos professores.
 
Vista aérea: Coqueiro – Vila dos oficiais e Pista de atletismo
 
Grêmio dos Alunos
 
Formatura
 
Formatura no pórtico
do Colégio Naval
 
Missa de Ação de Graças na Candelária  
 
 

Escola Naval - Ponte de entrada (1962)
Alameda Greenhalgh e a ponte de acesso a Escola Naval

 
Escola Naval - Fortaleza de Villegagnon (1962)
Praça de Esportes / Formaturas
Túnel da escoteria
Pátio Saldanha - Praça do Corpo de Aspirantes
 
 
Formatura para espadim
 
Desfile em continência à bandeira após receber espadim
 
Viagem de instrução de aspirantes a bordo do cruzador
 

Carta 100 dias Clique aqui para ler
 
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revista
Camarote por camarote,
cada um de nós em 1965.
 
 

 
 
Navio-Escola Custódio de Mello/Viagem de instrução
 
Placa comemorativa dos 25 anos de ingresso no Colégio Naval.
 
 
Placa comemorativa dos 40 anos de ingresso no Colégio Naval
 
Turma em frente a placa
 
Parte da turma na patescaria: nadando bem!
 
Familiares presentes
 
Turma formada na entrada no CN.
 
 
 
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